Um belo dia, Clara saiu com sua máscara na mochila. Queria só ver a cara dos colegas ao encontrá-la mascarada na escola, na hora do recreio.
E assim foi: sentou-se no banco do parque vestindo a máscara que fizera com papel machê. Era certo que todos zombariam (ah, essas crianças são umas pestes, a gente sabe!). Mas Clara se fez de desentendida. E, pela primeira vez, seu rosto não enrubesceu. Era como se tivesse ganhado um superpoder com a máscara, não lá muito nobre no mundo dos adultos: a indiferença.
Porém, como tudo que vai contra nossa natureza, essa sensação durou pouco... Durou até um garoto sentar-se ao seu lado, usando nada menos do que... Uma máscara. Do Batman. Clara soltou um sorriso nervoso e prendeu a respiração, só de pensar que ele teria descoberto seu segredo, sua intenção. Então seu rostou pegou fogo novamente.
14.9.09
13.9.09
Os sonhos e a máscara na ficção de Clara
Compartilho aqui duas obras que contribuem para a construção de Clara Pálida. Esta justifica por que uso os sonhos como matéria-prima da ficção:
“...os sonhos são experiências que parecem muitas vezes mais reais que a vida imediata. O mesmo podemos dizer da ficção, ou desses modelos ficcionais que atingem o ápice de seu poder expressivo e simbólico – não só parecem mais reais que a vida, como dão a impressão de uma completude e integridade jamais alcançadas pela experiência imediata." [Ficção, Comunicação e Mídias, de Cristina Costa Castilho]
E esta me ajuda a moldar a máscara de Clara como metalinguagem da ficção:
“A máscara separa os participantes [da ficção] dos não participantes e reforça a natureza especial da realidade compartilhada.” [Hamlet no Holodeck, de Janet Murray]
Como assim? Na próxima história de Clara, essas idéias ficarão mais evidentes.
“...os sonhos são experiências que parecem muitas vezes mais reais que a vida imediata. O mesmo podemos dizer da ficção, ou desses modelos ficcionais que atingem o ápice de seu poder expressivo e simbólico – não só parecem mais reais que a vida, como dão a impressão de uma completude e integridade jamais alcançadas pela experiência imediata." [Ficção, Comunicação e Mídias, de Cristina Costa Castilho]
E esta me ajuda a moldar a máscara de Clara como metalinguagem da ficção:
“A máscara separa os participantes [da ficção] dos não participantes e reforça a natureza especial da realidade compartilhada.” [Hamlet no Holodeck, de Janet Murray]
Como assim? Na próxima história de Clara, essas idéias ficarão mais evidentes.
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10.9.09
Review História do Brasil
Este texto é de Maria Cristina, senhora minha mãe. Revela muito bem sua capacidade de reportar histórias bizarras, que ela normalmente ouve no rádio da cozinha.
"Esta História do Brasil, contada e recontada, é de uma chatice ímpar! Não sei quem criou tantas datas, tantos heróis, tantos acontecimentos bizarros. A começar pela historia do nosso País, desde seu descobrimento ele já se encontrava descoberto pelos índios. A coisa na verdade começou assim:
"Esta História do Brasil, contada e recontada, é de uma chatice ímpar! Não sei quem criou tantas datas, tantos heróis, tantos acontecimentos bizarros. A começar pela historia do nosso País, desde seu descobrimento ele já se encontrava descoberto pelos índios. A coisa na verdade começou assim:
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8.9.09
Clara by Paulinho Couto

Esta é Clara imaginada por Paulinho Couto. Desenhista da minha top list, ao lado de Will Eisner.
Acompanho o trabalho de Paulinho desde 1996, quando o conheci na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. Impressionei-me desde então com sua destreza para o desenho. Durante as aulas, rapidinho ele riscava todo o caderno, e enchia tudo de movimento e sentido. Eu ficava pasma. Afinal, demoro tanto pra fazer uma única linha "reta"...
Este desenho ilustra perfeitamente o post Quanta Flor, por isso aparece lá também. A propósito, ontem vi o filme Coraline. Assim como Clara, a personagem passeia por um jardim super colorido. Desconfio que as flores sejam recorrentes no mundo da fantasia.
Em breve, Clara em outras versões.
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29.8.09
O tempo pára, sim!
Clara entedia-se facilmente. É que o tempo parece parar de vez em quando, já percebeu? E então se abre uma grande oportunidade para pensar em coisas que levam a lugar algum. Coisas que deveriam permanecer escondidas no fundo de uma caixa preta. Nessas horas que não passam, a vontade de Clara é dormir, e só acordar quando o tempo resolver andar de novo.
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