
Neste post, que talvez seja o último do ano, sou eu mesma a personagem da coluna “Leitor Insone”. Porém, sou o contraponto, aquela que dorme, sem vergonha na cara, ao alcançar o terceiro parágrafo do livro de cabeceira. Basta a rua silenciar, que qualquer fonte de leitura, seja entediante ou visguenta, torna-se uma história de ninar em potencial .
Meu sono resiste menos ainda a um bom contador de histórias. Se és um bom contador, a história pode ser a tua, cotidiana, ou a de um livro, lido em voz alta... De qualquer jeito, me farás dormir. A menos que me contes um segredo = )
Quando eu dormir, não te sintas desprestigiado. Ao contrário, esse é um sinal de sucesso. Afinal, ao invés de que pensar tanta coisa, e nada entender, prefiro ouvir tua história e dormir e sonhar. Tua voz suave deslizará pelo ar, e essa é a sensação mais aconchegante do mundo. É como voltar ao útero materno.
Se eu mesma leio pra mim, às vezes persisto, chego a virar uma página, mas aí dá vontade de fazer uma grande traquinagem. Vou direto ao último parágrafo do livro. E leio mesmo. É que o fim não importa muito, eu acho.
Queres experimentar? Vê só o final de “O Mundo de Sofia”, que estou lendo vagarosamente pela terceira vez:
“- Um de nós vai ter de nadar até o barco.
- Vamos nós dois, papai.”
Aposto que não estraguei tua aventura, caso queiras ver “Sofia” do início ao fim. Porque cada parágrafo é uma canção, cada um com a sua revelação. E não é esse o prazer da leitura?
2 comentários:
Olá Blogueiro,
As enchentes fizeram centenas de vítimas nos últimos dias. Para impedir que a situação se agrave é preciso que os sobreviventes saibam como lidar com esta realidade e tomar as medidas de prevenção necessárias para evitar doenças graves. E você, blogueiro, pode ser nosso parceiro nessa divulgação e nos ajudar a salvar vidas. Caso queira participar desta ação, entre em contato com ocomunicacao@saude.gov.br que enviaremos o material necessário.
Minha menina, vc está precisando de colo e útero. As noites tão frias de São Paulo, fico sempre a pensar em você, pq você continua neste lugar tão esquisito, que parece sempre acizentado, congestionado, encharcado.. agora me deu um nó na garganta, um grito Beeeeeeta, to morrendo sem vc!
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